Operação

Simular a conta de luz em 30 segundos sem errar a tarifa

O passo a passo para transformar kWh e distribuidora em economia e payback na frente do cliente, sem confundir consumo com valor pago.

Por Equipe Conta na Mesa 3 min de leitura

Toda simulação solar começa com dois números: o consumo em kWh e a tarifa da distribuidora. Quando um deles está errado, a economia parece ótima na conversa e desmorona na proposta. A boa notícia é que dá para conferir os dois em menos de um minuto, mesmo com o cliente do outro lado da mesa.

1. Pegue o consumo, não o valor da fatura

A fatura tem vários números. O que interessa para a simulação é o consumo do mês, em kWh. Ele costuma aparecer no histórico de consumo, perto do gráfico de barras, e não no campo “total a pagar”.

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Esses três últimos itens mudam a leitura do resultado. Uma conta comercial com demanda contratada, por exemplo, não se comporta como uma residência.

2. Separe a tarifa de energia dos outros itens

O valor total da fatura inclui mais do que energia: iluminação pública, impostos, bandeiras tarifárias, eventuais multas e juros. Dividir o total pelo kWh e chamar o resultado de “tarifa” é o erro mais comum — e o que mais infla a economia projetada.

Use a tarifa de energia (TE + TUSD) que aparece na própria fatura ou no contrato. No Conta na Mesa, as tarifas de demonstração são:

Distribuidora Tarifa de demonstração
Cemig (MG) R$ 0,94/kWh
Cosern (RN) R$ 0,88/kWh
Enel (SP, RJ, CE) R$ 0,91/kWh

Esses valores são premissas de demonstração do produto, não uma tabela ANEEL. Numa proposta real, a tarifa da fatura do cliente manda.

3. Faça a conta em três linhas

Com consumo e tarifa em mãos:

  1. Conta atual: kWh × tarifa.
  2. Nova conta: taxa mínima de disponibilidade. Na demonstração do Conta na Mesa, R$ 75,20.
  3. Economia mensal: conta atual − nova conta. Multiplique por 12 para a economia anual.

Exemplo com 620 kWh e Cemig:

Se o cliente paga bem mais do que R$ 582,80, a diferença provavelmente está em itens que não entram na simulação. Explique isso antes que ele pergunte — transparência vende mais do que um número redondo.

4. Confira a ordem de grandeza

Antes de mostrar qualquer resultado, faça uma checagem rápida:

Essa checagem evita a pior cena possível: o cliente reconhece que o número não bate e perde a confiança no restante da proposta.

5. Mostre o resultado no formato da conversa

Não entregue uma planilha. Entregue uma frase que o cliente consiga repetir para a família:

“Hoje você paga cerca de R$ 582 por mês. Com o projeto, a conta cai para a taxa mínima de R$ 75,20. São R$ 507,60 de economia por mês, ou R$ 6.091,20 no primeiro ano.”

Depois, convide para o próximo passo:

“Quer que eu monte a proposta com a sua fatura e o seu telhado? Levo cinco minutos.”

Checklist de 30 segundos

Com esse roteiro, a simulação deixa de ser uma estimativa solta e vira a primeira peça de uma proposta defensável. O cliente não compra o número: compra a segurança de que o número foi calculado com o que está na fatura dele.

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