A simulação terminou, o cliente está interessado e o vendedor manda um bloco de texto com dez números. A resposta demora, o assunto esfria e a proposta vira mais uma conversa parada. O problema quase nunca é o cálculo: é o formato.
Uma mensagem de WhatsApp que fecha precisa fazer o cliente entender três coisas em menos de trinta segundos: quanto ele paga hoje, quanto passa a pagar e qual é o próximo passo. O resto é detalhe.
Os 7 blocos
1. Contexto
Comece pelo que o cliente reconhece. Nome, distribuidora e consumo. Isso prova que a mensagem foi feita para ele, não copiada de outro atendimento.
2. Diagnóstico
Diga quanto ele paga hoje, com o valor da conta atual. Não comece pela economia: comece pelo problema que ele já conhece.
3. Proposta
Mostre a nova conta e a economia mensal. Um número por linha, sem parágrafo longo.
4. Payback
Entregue a faixa e diga, em uma frase, que é uma estimativa. Sem “garantido”, sem “com certeza”.
5. Prova
Cite a origem dos dados: a fatura que ele enviou, o mês de referência, a distribuidora. Isso vale mais do que qualquer adjetivo.
6. Próximo passo
Faça uma pergunta simples e com tempo definido. “Podemos falar cinco minutos hoje às 17h?” funciona melhor do que “fico à disposição”.
7. Assinatura
Nome, empresa e um canal de contato. O cliente precisa saber com quem está falando quando voltar à conversa dois dias depois.
Exemplo completo
Olá, Mariana! Analisei a sua fatura da Cemig de 620 kWh.
Hoje você paga cerca de R$ 582,80 por mês.
Com o projeto, a conta cai para a taxa mínima de R$ 75,20.
Economia mensal: R$ 507,60.
Economia no primeiro ano: R$ 6.091,20.
O retorno estimado fica na faixa de 2,8 anos, considerando
o consumo da fatura e as premissas do projeto.
Posso te explicar em 5 minutos hoje às 17h? Se preferir,
mando também a comparação com o seu telhado.
Repare no que a mensagem não tem: tabela, jargão de TUSD, lista de doze linhas e três perguntas ao mesmo tempo. Cada bloco tem uma função e o cliente chega ao fim sabendo o que fazer.
Antes e depois
Antes:
“Segue simulação. Sistema de 3,72 kWp, geração estimada de 450 kWh/mês, economia de R$ 507,60, payback 2,8 anos, investimento a combinar. Qualquer dúvida estou à disposição.”
Depois:
“Mariana, sua conta da Cemig é de 620 kWh e hoje custa R$ 582,80. Com o projeto, cai para R$ 75,20. São R$ 507,60 de economia por mês. O retorno estimado fica em torno de 2,8 anos. Posso te mostrar a conta em 5 minutos hoje às 17h?”
A segunda versão tem menos informação técnica e mais decisão. O cliente não precisa entender kWp para dizer sim a uma conversa.
Checklist antes de enviar
- O nome do cliente está correto.
- A distribuidora e o consumo batem com a fatura.
- A conta atual foi calculada com a tarifa de energia, não com o total pago.
- A economia mensal e a anual são coerentes entre si.
- O payback está apresentado como faixa e como estimativa.
- Há um único próximo passo, com dia e hora.
- A mensagem cabe em uma tela de celular sem virar parede de texto.
O que fazer depois do envio
Se o cliente responder com uma objeção, volte ao bloco correspondente em vez de reescrever a mensagem inteira. “Está caro” pede o bloco de payback. “Preciso falar com meu marido” pede o bloco de prova. “Agora não” pede o bloco de próximo passo, com uma data concreta.
A estrutura também serve para acompanhar o funil: você sabe qual bloco gerou a dúvida e qual promessa precisa ser sustentada na proposta formal.
Conclusão
Proposta no WhatsApp não é transcrição da simulação. É uma sequência curta que leva o cliente de “quanto eu pago hoje” para “qual é o próximo passo”. Com sete blocos e um exemplo, o vendedor deixa de improvisar e passa a repetir o que funciona.
Quer montar a sua primeira mensagem com um consumo real? O Conta na Mesa faz a conta e devolve o texto pronto para copiar.